Haverá compatibilidade entre marketing profissional e ética profissional?
É possível ter um bom marketing e, ao mesmo tempo, ter um bom produto?
Ter um bom marketing não seria um indicativo de que o produto tem algum defeito (que precisa ser maquilado)?
As perguntas são tolas. Desculpe, leitor, se elas fizeram algum sentido pra você. São tolas! Não resistem à leitura de um manual básico de marketing. Estão reproduzidas aqui apenas porque são muito comuns.
Uma das principais dificuldades para convencer um engenheiro ou um arquiteto de que ele deve lançar mão das práticas (conceitos e técnicas) de marketing para melhorar o seu desempenho no mercado é justamente o fato de que a maioria dos profissionais entende que não existe compatibilidade entre marketing e ética.
Muitos ainda consideram que o marketing é um recurso desonroso. Algo utilizado por quem tem um produto sem qualidade.
Há um conceito que, infelizmente, ainda é dominante: “quem produz com eficiência e qualidade não precisa de marketing. O marketing serve apenas para dourar pílulas, esconder defeitos do produto… enganar os clientes!”.
Muitos ainda consideram que o marketing é um recurso desonroso. Algo utilizado por quem tem um produto sem qualidade.
Há um conceito que, infelizmente, ainda é dominante: “quem produz com eficiência e qualidade não precisa de marketing. O marketing serve apenas para dourar pílulas, esconder defeitos do produto… enganar os clientes!”.
Esta linha de pensamento, que produz resultados desastrosos, decorre de dois fatores:
1. O desconhecimento do verdadeiro significado do marketing (O que é? Como se aplica? Para o que serve?)
2. A visão da Engenharia e da Arquitetura (por seus praticantes) apenas como “uma atividade profissional” e não como “um negócio”.
1. O desconhecimento do verdadeiro significado do marketing (O que é? Como se aplica? Para o que serve?)
2. A visão da Engenharia e da Arquitetura (por seus praticantes) apenas como “uma atividade profissional” e não como “um negócio”.
O Desconhecimento do Marketing
A maioria dos profissionais entende o marketing apenas como “um conjunto de técnicas, dicas e truques para transformar um produto (qualquer produto) em um sucesso de VENDAS”. Pensa no marketing como algo que faz um produto ser mais VENDIDO.Eu costumo dizer que o melhor marketing não é o que faz o produto ser o mais VENDIDO e sim o que faz o seu produto ser o mais COMPRADO. (há uma sutil, porém dramática, diferença entre essas duas coisas).
As técnicas de promoção (que envolvem a propaganda, a publicidade e o merchandising, entre outras coisas) que, geralmente são confundidas com o marketing, sozinhas, não garantem o sucesso de nenhum produto ou empreendimento. Para que uma organização possa usufruir os benefícios do marketing, é preciso que ela desenvolva estratégias e ações em muitas outras políticas (DE MARKETING) como, por exemplo, a política de Produto (o que vai ser vendido, com que nível de qualidade…), a política de Preços (quanto vai custar, se existe ou não negociação de preços, critérios para descontos, condições de pagamento…), a política de Ponto Comercial (região geográfica a ser atendida, forma de distribuição do produto, canais de acesso do cliente à empresa…), a política de Pessoal (treinamento, autonomia, cargos e funções, horários de trabalho…), a política de Procedimentos (como as coisas são feitas, sistematização para a qualidade permanente, manuais internos…), a política de Parcerias (com quem, pra quê, o que buscar nos parceiros, o que oferecer aos parceiros…) e muitas outras políticas que têm como objetivos viabilizar a relação produtiva (leia-se “resultados”) entre a organização e seu mercado.
As técnicas de promoção (que envolvem a propaganda, a publicidade e o merchandising, entre outras coisas) que, geralmente são confundidas com o marketing, sozinhas, não garantem o sucesso de nenhum produto ou empreendimento. Para que uma organização possa usufruir os benefícios do marketing, é preciso que ela desenvolva estratégias e ações em muitas outras políticas (DE MARKETING) como, por exemplo, a política de Produto (o que vai ser vendido, com que nível de qualidade…), a política de Preços (quanto vai custar, se existe ou não negociação de preços, critérios para descontos, condições de pagamento…), a política de Ponto Comercial (região geográfica a ser atendida, forma de distribuição do produto, canais de acesso do cliente à empresa…), a política de Pessoal (treinamento, autonomia, cargos e funções, horários de trabalho…), a política de Procedimentos (como as coisas são feitas, sistematização para a qualidade permanente, manuais internos…), a política de Parcerias (com quem, pra quê, o que buscar nos parceiros, o que oferecer aos parceiros…) e muitas outras políticas que têm como objetivos viabilizar a relação produtiva (leia-se “resultados”) entre a organização e seu mercado.
O marketing, portanto, não deve ser encarado como um atalho para o sucesso. Um caminho fácil. Pelo contrário, o marketing é um caminho sério, científico, que incorpora conhecimentos, estratégias e muito, muito trabalho. Trabalho honesto, diga-se de passagem.
Portanto, não há incompatibilidade entre marketing e ética.
Portanto, não há incompatibilidade entre marketing e ética.
Engenharia e Arquitetura. Um NEGÓCIO.
Engenharia e Arquitetura são atividades profissionais muito nobres. Mas não é só isso. É [preciso (aos profissionais de engenharia e arquitetura) ver nessas atividades um NEGÓCIO].
A atividade profissional segue regras estabelecidas nas técnicas e nas normas. O negócio segue as leis do mercado. As Leis do Marketing (leia o livro “As 22 Consagradas Leis do Marketing” de All Ries & Jack Trout). Um negócio precisa ser lucrativo. Um negócio precisa progredir.
Não há nenhuma desonra em ter lucro e progredir. E é possível alcançar esses resultados com marketing.
Engenharia e Arquitetura são atividades profissionais muito nobres. Mas não é só isso. É [preciso (aos profissionais de engenharia e arquitetura) ver nessas atividades um NEGÓCIO].
A atividade profissional segue regras estabelecidas nas técnicas e nas normas. O negócio segue as leis do mercado. As Leis do Marketing (leia o livro “As 22 Consagradas Leis do Marketing” de All Ries & Jack Trout). Um negócio precisa ser lucrativo. Um negócio precisa progredir.
Não há nenhuma desonra em ter lucro e progredir. E é possível alcançar esses resultados com marketing.
Sem mentiras, sem omissões, sem exageros, sem, enfim, nada que tire da Engenharia e da Arquitetura sua aura de grandeza e dignidade.